O arsenal da Graça
Retirado do livro "Maravilhosa Graça", de Philip Yancey
A Guerra Fria, diz o ex-senador Sam Nunn, não acabou "em um inferno nuclear, mas em um reluzir de velas nas igrejas cia Europa Oriental". As procissões de velas na Alemanha Oriental não apareceram nos noticiários da noite, mas ajudaram a transformar a face do globo. Primeiro algumas centenas, depois milhares, depois trinta mil, cinqüenta mil e, finalmente, quinhentas mil - quase toda a população da cidade - saíram em Liepzig para vigílias à luz de velas. Depois de uma reunião de oração na Igreja de S. Nicolau, os pacíficos manifestantes marcharam pelas ruas escuras, cantando hinos. A polícia e os soldados com todas as suas armas pareciam
impotentes contra essa força. Finalmente, na noite em que semelhante marcha em Berlim Oriental atraiu um milhão de manifestantes, o odiento Muro de Berlim desmoronou sem que um tiro fosse disparado. Uma imensa bandeira apareceu em uma rua de Leipzig: Wir danken Dir Kirche (Agradecemos a você, igreja).
Como uma rajada de ar puro desfazendo nuvens estagnadas de poluição, a pacífica revolução espalhou-se por todo o globo. Apenas em 1989 dez nações: Polônia, Alemanha Oriental, Hungria, Checoslováquia, Bulgária, Romênia, Albânia, Iugoslávia, Mongólia e União Soviética, compreendendo meio bilhão de pessoas, experimentaram revoluções não-violentas. Em muitos desses países, a minoria cristã executou Papel crucial. A pergunta zombeteira de Stalin: "Quantas divisões de soldados tem o papa?" recebeu resposta. -
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