Vieira de Melo
Uma das matérias mais surpreendentes nessa novela que está se tornando a canonização do novo mártir brasileiro (o primeiro, claro, foi Ayrton Senna) não foi a tentativa apelativa da Rede Globo de descrever o funcionário da ONU como um "homem sensual" como se essa característica particular dele fosse mais importante do que as que fazem de uma pessoa um grande ser humano, como a coragem, a criatividade, a ousadia, a visão, a fé ou tantas outras.
Impressionante foi o texto do jornalista Hélio Fernandez, da tal da "Tribuna da Imprensa", onde critica asperamente os familiares da vítima por fazer o enterro do finado em Genebra, o que ele chamou de "decisão lamentável". Lamentável mesmo é a atitude do jornalista que pretende além de saber quais seriam os desejos de Vieira de Melo, uma vez que nunca foram expressos, de interferir no desejo da família desse, que tem o direito legal e moral de enterra-lo onde bem entender.
Um exemplo claro de como muitos jornalistas se acham no direito de opinar até mesmo onde não lhe é devido. Até onde irá a petulancia do "4º Poder"?
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